Dilma condecora Cunha, nomeia Henrique, desagrega PMDB e Aécio fala em impeachment

Ela não nasceu para fazer política. A presidente da República, Dilma Rousseff, encheu-se de humildade e, nesta quinta-feira (16), nomeou o ex-deputado Henrique Alves como Ministro do Turismo. Um pouco antes, condecorou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, com a comenda da Ordem do Mérito Militar. Dois políticos que nunca figuraram na sua lista de prediletos.

Em 2014, Henrique Alves foi derrotado nas urnas no Rio Grande do Norte para Robinson Faria, a quem o PT deu apoio durante as eleições. Na ocasião o ex-presidente Lula chegou a gravar um vídeo pedindo voto a Robinson contra Henrique. Eduardo Cunha e Dilma Rousseff são desafetos públicos. Não é segredo para ninguém. Dilma Rousseff, no ápice da sua impopularidade, apenas 12% dos brasileiros a consideram uma boa governante, tenta de forma atabalhoada agradar o PMDB, a maior bancada do Congresso, mas erra no cálculo. No mesmo momento em que Henrique Alves deixou a cadeira de presidente da Câmara, perdeu o que interessa para o governo, votos naquela Casa. Já o atual presidente, Eduardo Cunha, não se deixará impressionar com a comenda e deve, a cada dia, reforçar sua postura de “independëncia do governo”.

Por outro lado, Dilma Rousseff perdeu a confiança do PMDB do Senado. O ex-ministro do Turismo, Vinicius Lage, era querido desta ala do partido e um técnico na área, diferentemente de Henrique. Dias antes de substituir Vinicius por Henrique, Dilma Rousseff confirmou que o manteria no cargo.

Com uma Câmara independente e um Senado desconfiado, Dilma perdeu o que tinha e apostou no que não tinha e nem vai ter. Com tantos passos errados por parte do governo e em meio a prisão do tesoureiro do PT, o senador Aécio Neves (PSDB_MG) parece apreciar cada dia mais a idéia do impeachment.

Nesta quinta, depois de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre reforma política, Aécio Neves disse que impeachment “não é uma palavra proibida” e esta previsto na Constituição.

“Eu tenho tido muita cautela quando se fala de impeachment. Essa não é uma palavra proibida, impeachment é uma palavra constitucional, mas para que ela ocorra é preciso que haja algo factual, é preciso que haja caracterização de crime de responsabilidade”. E apontou o fato: o TCU considerou crime as manobras fiscais do primeiro mandato do governo Dilma Rousseff.

“Vamos ter a responsabilidade e a prudência para tomar qualquer decisão. Mas vamos ter a coragem de que, se considerarmos que houve o cometimento de crime de responsabilidade, nós vamos agir como determina a Constituição”, afirmou Aécio.

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Redação Brasil News

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