FMI diz que corrupção gera perda de US$ 2 bilhões

O Fundo Monetário Internacional – FMI alertou que a corrupção move anualmente cerca de US$ 2 bilhões em suborno nos países pobres e ricos do mundo. As perdas com propinas representam aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto – PIB global. No documento, o FMI lembrou que o custo econômico e social total da corrupção são provavelmente ainda maiores, já que subornos constituem apenas um aspecto das possíveis formas de corrupção.

“Os custos econômicos diretos da corrupção são bem conhecidos, mas os custos indiretos podem ser ainda mais substanciais e debilitantes, levando a um baixo crescimento e a uma maior desigualdade econômica”, afirmou a diretora gerente do FMI, Christine Lagarde. Além disso, a corrupção freia o investimento local e estrangeiro e ajuda a perpetuar a ineficiência.

Dessa forma, o maior desafio surge quando a corrupção permeia a sociedade ao ponto de as instituições que devem aplicar a lei se verem comprometidas em sua integridade e credibilidade.

Preocupação global

De acordo com o advogado e professor de Direito Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, a corrupção é uma preocupação global que afeta a sociedade mundial em diversas escalas. No âmbito local não é diferente. O Brasil precisa diuturnamente lidar com denúncias de corrupção, sendo fundamental o trabalho da Controladoria-Geral da União – CGU e do Tribunal de Contas da União – TCU no combate e prevenção.

Além da corrupção, a ineficiência da gestão pública é outro problema que o Brasil precisa enfrentar e que também afeta a vida da população. As perdas de recursos com falhas na gestão representam um desperdício das verbas provenientes do pagamento dos tributos por todo o cidadão. É fundamental que os órgãos de controle estejam cada vez mais atentos e atuantes para evitar tais casos”, conclui Jacoby Fernandes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redação Brasil News

Redação Brasil News

Principais noticias politicas e economicas do Brasil, com analises de uma equipe de jornalistas e escritores independentes.