Brasilienses visitaram e avaliaram unidades básicas de saúde

Trezentos moradores do Distrito Federal foram convidados pela Controladoria-Geral do DF – CGDF para visitarem 63 unidades básicas de saúde que contêm o programa Estratégia Saúde da Família. O objetivo foi avaliar o programa como um todo. Os voluntários checaram itens relacionados à estrutura física, à farmácia e aos equipamentos e insumos de cada centro de saúde. O resultado da auditoria foi publicado pela CGDF na última semana e entregue ao secretário de Saúde, Humberto Fonseca.

Os voluntários, na ocasião, fizeram uma pesquisa de opinião com os pacientes e identificaram 2.871 pontos que necessitam ser melhorados em um prazo que varia de imediato a 120 dias. “Esse processo é muito importante, pois dá ao governo a oportunidade de conhecer nossos problemas e melhorá-los”, resumiu o controlador-geral do DF, Henrique Ziller. Após os 120 dias, as equipes retornarão para verificar se os problemas foram solucionados. Ainda, as outras 50 unidades básicas de saúde receberão as visitas. Houve sorteio para definir quais integrariam a primeira parte do projeto.

Os reparos simples envolvem cuidados como implementação de espaço para resíduos sólidos e de armários nos banheiros para os funcionários. Entre os pontos que precisam de maior investimento está a construção de um consultório odontológico.

Cidades pesquisadas

A avaliação de quem usa os serviços das unidades básicas foi vista pelos gestores como positiva. O Riacho Fundo, por exemplo, teve nota média 9, enquanto a Candangolândia, o Gama, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho e Taguatinga, tiveram nota 8. As cidades de Brazlândia, Ceilândia, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas e São Sebastião tiveram a média 7. As menores notas foram registradas na Estrutural, que também envolve o Guará (5), e na Granja do Torto (6).

Segundo o secretário de Saúde, a pasta já está implementando ações para melhorar a atenção primária.

“É prioridade do governo investir na saúde básica e na Estratégia Saúde da Família, com característica resolutiva. É importante que a população conheça as equipes que a atende e as equipes conheçam a população”, ressaltou Humberto Fonseca.

Os voluntários foram capacitados durante quatro meses e levaram aos locais listas com 254 itens que teriam de verificar. Em cada equipe, foi feito um esforço para que houvesse pelo menos uma pessoa que usa os serviços do local. Durante as inspeções, os auditores também foram orientados a buscar exemplos que pudessem ser replicados em outros locais.

Estado democrático

Para a advogada do escritório Jacoby Fernandes & Reolon Advogados Associados, especialista em Saúde Pública, Melanie Peixoto, a atividade de controle realizada pela população é uma expressão nobre do estado democrático.

“A avaliação dos serviços públicos in loco é importante, inclusive, para aferir a qualidade da prestação deles, disponibilizados à população. A iniciativa realizada no Distrito Federal é um primeiro passo para a avaliação da gestão dos serviços de saúde”, afirma.

Importante, porém, conforme a especialista, seria a realização continuada dessa avaliação por meio de equipamentos que possam ser utilizados no momento da prestação do serviço, como as urnas eletrônicas.

“Um convênio entre a Administração Pública e o Tribunal Superior Eleitoral poderia resolver a capacidade ociosa das urnas em períodos entre uma eleição e outra, atribuindo um papel nobre a esses equipamentos na avaliação dos serviços”, ressalta.

Redação Brasil News

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