Nova geração de marqueteiros reconhece a força de Lula

Entre as grandes mudanças trazidas pela Operação Lava Jato no mundo político, está a consolidação de uma nova geração de marqueteiros. Com menos de 50 anos, eles começaram a tomar o lugar de medalhões como Duda Mendonça, João Santana e Nizan Guanaes.

Em 2018, essa nova safra de marqueteiros deverá estar à frente das campanhas dos candidatos ao governo de 27 estados e ao Palácio do PlanaltoTudo indica que a corrida eleitoral do ano que vem será uma das mais imprevisíveis desde a disputa de 1989.

Naquela oportunidade, 22 nomes constaram na lista de candidatos e, ao longo do processo, pelo menos cinco deles tiveram chance de ir ao segundo turno.

Fernando Collor (PRN) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram à segunda rodada da eleição. Ambos representavam uma mudança de rumos para o País. Collor acabou vencendo. Lula, apesar de todo o desgaste que vem sofrendo com a Lava Jato, continua no páreo, segundo dois expoentes dessa nova geração.

 “Lula não está morto”, diz o marqueteiro Alexandre Oltramari



Para o marqueteiro Alexandre Oltramari, que já trabalhou para políticos como Fernando Haddad, Aécio Neves e Marta Suplicy, Lula “não está morto”, conforme ele declarou em entrevista ao jornal  O Globo.

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Para o marqueteiro Alexandre Oltramari, que já trabalhou para políticos como Fernando Haddad, Aécio Neves e Marta Suplicy, Lula “não está morto”

De acordo com Alexandre Oltramari, uma eventual volta de Lula dependeria de dois fatores: os desdobramentos da Lava Jato e o fracasso da gestão de Temer. 

“Pela primeira vez na história, o futuro do Lula não depende dele, ainda que o PT saiba fazer uma oposição forte. Você usa o marketing quando pode construir uma história, e ele sempre pôde contar a própria história, mas agora ela será  contada pelos outros, a Lava-Jato e o governo Temer. Se o governo naufragar, Lula pode relembrar as conquistas de sua gestão, que é tudo que ele tem a oferecer”, disse Alexandre Oltramari ao jornal O Globo.

Para Oltramari, Lula parte de um piso de cerca de 20% das intenções de voto.

“Mas, dependendo de como a crise que ele enfrenta evoluir, esse poderia também ser o seu teto eleitoral”, afirma o marqueteiro. 

Expoente dessa nova geração, o marqueteiro Lula Guimarães, responsável pela campanha de João Doria (PSDB) à prefeitura de São Paulo, também concorda que a imagem do petista, como a de qualquer político,  é possível de ser trabalhada. Ele afirmou que o petista tem marcas fortes que são fáceis de serem exploradas, e que o eleitor do Nordeste ainda tem o ex-presidente como principal referência política.

“Ele tem marcas  muito fortes como presidente, e elas continuam muito poderosas, vejo isso especialmente na população mais pobre do Nordeste, que ainda tem uma relação muito poderosa com o Lula” — disse Lula Guimarães ao  jornal o Globo.

Saiba mais: A Era dos Supermarqueteiros

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Redação Brasil News

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