MP simplifica exigências para estados em recuperação fiscal

O Diário Oficial da União de hoje, 21, tem a Medida Provisória nº 801/2017 como destaque. A MP retira uma série de exigências para facilitar a regularização de dívidas dos estados. Conforme o texto do normativo, os estados em recuperação fiscal não terão de apresentar quatro certificados obrigatórios, como a regularidade junto ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal – Cadin. Em contrapartida, deverão se comprometer a efetuar o pagamento regular dos tributos federais e da dívida ativa da União.

Com a dispensa dos requisitos, os governos estaduais poderão celebrar termos aditivos a contratos de refinanciamento de dívidas junto à União. O Ministério da Fazenda poderá também dispensar a fixação de metas e compromissos exigidos pela Lei nº 9.496/1997 e pela Lei Complementar nº 148/2014 para os estados que aderiram ao Regime de Recuperação Fiscal.

A MP foi editada ontem pelo presidente da República em exercício, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ) . Conforme reportagem do jornal Extra, Maia incluiu na MP pontos técnicos que isentam o estado do Rio de Janeiro de uma série de obrigações que não estavam presentes nas leis que tratam do socorro fiscal. Além do Rio, a medida deve beneficiar estados como o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que também declararam estado de calamidade nas contas públicas.

Flexibilização de regras

Segundo o advogado e professor de Direito Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, não é desejável que se abram brechas nos mecanismos orçamentários, sob pena de prejuízo ao erário.

“Afinal, esses dispositivos foram criados para evitar o descontrole nas contas públicas e incentivar que o gestor tenha cautela e zelo com o dinheiro do contribuinte”, explica.

O especialista afirma, no entanto, que dada a situação de excepcionalidade que se instalou no Brasil, o governo optou por flexibilizar algumas regras em favor de uma rápida recuperação econômica e para evitar um caos ainda maior.

“É fundamental que os gestores, especialmente nos estados mais afetados, tenham aprendido a lição e passem a traçar planejamentos com mais cautela, avaliando sempre as possíveis instabilidades econômicas a que o País possa estar sujeito”, observa Jacoby Fernandes.

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Redação Brasil News

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