Principais noticias dos jornais nacionais de Quarta-feira, 8 de Março de 2017

Manchete do jornal O Globo: STF decide que caixa 1 não legaliza propina

Manchete do jornal Folha de S.Paulo: Pior recessão da história abate 9,1% da renda média

Manchete do jornal O Estado de S.Paulo: Cenas do fundo do poço – Odebrecht; US$ 3,4 bi em dinheiro sujo


Congresso teme precedente que criminalize doações oficiais em eleições, diz O Globo

Tucano ironiza decisão dizendo que parlamentares precisarão propor anistia ao caixa

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) réu após ser acusado de receber propina por meio de doações oficiais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gerou perplexidade no Congresso. Parlamentares envolvidos na operação Lava-Jato estão especialmente temerosos em relação a seus destinos. A avaliação é de que as defesas preparadas até o momento terão de ser reavaliadas a partir de agora.

Senadores e deputados se disseram surpresos com a sinalização da Corte, que foi vista como a abertura de um precedente para se condenar as doações declaradas. Até agora, a principal defesa de todos os investigados quando o Ministério Público relacionava episódios de corrupção com doações partidárias era que estas haviam sido declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. A decisão do Supremo deixa claro que isso não serve de salvo-conduto.

Alvo da Lava-Jato, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) reagiu de forma irônica:

http://equilibreanalises.com.br/noticias/2017/03/08/congresso-teme-precedente-que-criminalize-doacoes-oficiais-em-eleicoes-diz-o-globo/

 

A hedionda anistia ao caixa 2 dos políticos é o título de artigo de José Nêumanne no Estadão

A quem interessar possa e imagina que são prioritárias as reformas previdenciária, tributária e trabalhista, necessárias para repor os gastos públicos nos trilhos e, em consequência, a economia toda, para recuperar boa parte dos 13 milhões de empregos perdidos, um aviso de amigo: no País oficial só se fala na política. E que ninguém se engane: a prioridade não é a cláusula de barreira nem a proibição das coligações nas eleições proporcionais. Mas, sim, a anistia ao caixa 2 só para políticos em campanha e a criação de um fundo público de R$ 4 bilhões, prestes a instituir o “me engana que eu pago”.

Andrea Jubé, da sucursal do Valor Econômico em Brasília, fez um relato aterrador sobre o trabalho pertinaz dos líderes das maiores bancadas do Congresso – PMDB, PSDB, PT, PP, PR e PSD – para que essas duas novidades devolvam aos chefões partidários e parlamentares do governo, da oposição ou da neutralidade, de quaisquer credos ideológicos, o sono perdido com as delações premiadas dos 77 da Odebrecht. A pressa aumentou mais com os vazamentos dos depoimentos dos executivos e ex da maior empreiteira do Brasil, principalmente o do dono, Marcelo Odebrecht, ao ministro Herman Benjamin, relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da ação do PSDB, hoje domesticado no governo, contra a chapa Dilma-Temer.

http://equilibreanalises.com.br/editorial/2017/03/08/a-hedionda-anistia-ao-caixa-2-dos-politicos-e-o-titulo-de-artigo-de-jose-neumanne-no-estadao/

 

Senador Valdir Raupp vira réu acusado de receber propina como doação legal, diz a Folha

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) virou réu nesta terça (7) no STF (Supremo Tribunal Federal) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os ministros da Segunda Turma do STF entenderam que a acusação de pagamento de propina travestido de doação eleitoral deveria ser recebida.

Raupp foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em setembro.

De acordo com a investigação, decorrente da Operação Lava Jato, Raupp recebeu R$ 500 mil em 2010 da construtora Queiroz Galvão para sua campanha ao Senado.

O valor, pago por meio de doação eleitoral, seria pagamento de propina solicitada ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que fez a acusação em delação premiada.

A defesa do senador refutou a acusação e argumentou que doação eleitoral devidamente registrada não é prova de pagamento de propina.

A subprocuradora Ela Wiecko afirmou que a doação eleitoral é uma boa maneira de lavar dinheiro.

http://equilibreanalises.com.br/noticias/2017/03/08/senador-valdir-raupp-vira-reu-acusado-de-receber-propina-como-doacao-legal-diz-a-folha/

 

Raupp vira réu na Lava-Jato por maquiar propina como doação, diz o Valor

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) virou réu da Operação Lava-Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, conforme decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros entenderam ontem, por maioria, que o senador pode ter “maquiado” propina da empreiteira Queiroz Galvão em forma de doações oficiais, ou seja, declaradas à Justiça Eleitoral.

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os R$ 500 mil doados à campanha de Raupp ao Senado, em 2010, foram desviados de contratos que a empreiteira mantinha com a Petrobras, mediante negociação entre o político e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.

O relator da ação no Supremo, Edson Fachin, votou pelo recebimento da denúncia e foi seguido pelos ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. O ministro Dias Toffoli abriu divergência, entendendo que Raupp deveria virar réu apenas pelo crime de corrupção passiva, e não por lavagem de dinheiro – ele foi acompanhado pelo ministro Gilmar Mendes, o último a votar.

“Isso é mesmo lavagem de dinheiro: valer-se de atos aparentemente perfeitos para conferir aparência a negócios jurídicos que dissimulam circunstâncias que precisam ser apuradas, para verificar se são ou não efetivamente ilícitos”, disse Fachin.

http://equilibreanalises.com.br/noticias/2017/03/08/raupp-vira-reu-na-lava-jato-por-maquiar-propina-como-doacao-diz-o-valor/

 

Para visualizar todas a noticias dos jornais nacionais, visite a pagina do site Equilibre Analises

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redação Brasil News

Redação Brasil News

Principais noticias politicas e economicas do Brasil, com analises de uma equipe de jornalistas e escritores independentes.