Mundo juntou 41,8 milhões de lixo eletrônico em 2014

O lixo de materiais eletro-eletrônicos, o chamado “e-lixos”, atingiu um novo recorde no mundo, em 2014, passando de 39,8 milhões de toneladas, em 2013, para 41,8 milhões de toneladas, em 2014, conforme relatório divulgado em 19 de abril de 2015.

Segundo uma pesquisa publicada pela Universidade das Nações Unidas, cerca de 60% desses produtos eram equipamentos de cozinha e de banheiro e 7% eram celulares, calculadoras, computadores ou impressoras.

EUA e China na liderança

A Noruega é o país que produziu a maior quantidade de lixo eletrônico por pessoa, com 28,4 Kg, seguido pela Suíça (26,3 quilos) e a Islândia (26,1 quilos).

A região no mundo que gera menos lixo eletrônico é a África, com cerca de 1,7 quilos por pessoa. No total, o continente Africano produziu 1,9 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos.

Em termos de volume de lixo eletrônico produzido, Estados Unidos e China compartilham o primeiro lugar com um total de 32% cada um (15 milhões de toneladas), seguidos por Japão, Alemanha e Índia .

41 bilhões de euros jogados fora

Menos de 15 % dos lixos são corretamente reciclados e 85 % não são reaproveitados, em todo o planeta. Isso significa grande desperdício de energia e outros recursos, pois eles contêm componentes valiosos, como ferro, cobre e ouro.
O desperdício em lixo eletrônico tinha um valor estimado de 48 bilhões de euros, em 2014.

“O lixo eletrônico é uma mina urbana valiosa, um tanque gigante de materiais recicláveis”. O maior problema é que esses lixos também continham 2,2 milhões de toneladas de componentes perigosos como mercúrio, cádmio ou crómio, uma “mina tóxica” que deve ser gerenciada com muito cuidado, afirmou o senhor David Malone, da Secretaria-Geral das Nações Unidas.

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Pierre Pichoff

Escritor, colabora para diversos veículos de comunicação no Brasil, como O Estado do Maranhão e o Matheus Leitão News.