Morre o criador da marca Fiorucci. Uma recordação angelical da decáda de 80

A marca italiana que democratizou a moda com os famosos anjinhos nos jeans, camisetas e acessórios perdeu, nesse último dia 20 de julho, seu fundador Elio Fiorucci. 

Diretor criativo, acima de tudo. “Aquele caos criativo representava uma relação nova, livre do problema de vestir-se, da elegância”costumava dizer Fiorucci. Ele sempre negou o papel de estilista. Divertia-se ao dizer: “ Sou um comerciante que tem a humildade de olhar com atenção a vida e o comportamento das pessoas”.

Em 1967 abriu a primeira loja em Milão. Em 1970 começou a criar roupas para o tempo livre, em especial o jeans. Em 1973 criou os primeiros jeans skinny e em 1976 abriu suas vitrines em Nova Iorque, na 59th Street. A loja colorida se transformou em ponto de encontro atraindo entre outros, Andy Warhol e Truman Capote. Passou por ali também, no auge de sua juventude, Madonna que fez seu primeiro show em 1983 no Studio 54, para celebrar os 15 anos da Marca Fiorucci.

Fechadas as lojas, o estilo livre de Fiorucci continuava a viver. Reinventava-se com “Love Therapy” no lugar dos anjinhos vitorianos (logo que o fez famoso no mundo), os anões e corações em um mundo rosa, que dizia ”paz, amor e bom humor”. Uma filosofia de vida que Elio acreditou até na decisão de tornar-se vegetaeriano para “não comer os amigos animais”.

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