Brincadeira de menina? Britânica defende a ideia de que garotas devem brincar menos com bonecas

Não existem brinquedos indicados para meninos e meninas. O ideal, defende a cientista britânica Athene Donald, é estimular, sempre, a imaginação, sem pensar em estereótipos. De acordo com ela, inclusive, as garotas deveriam brincar menos com bonecas e mais com brinquedos para os garotos.

“Criamos comportamentos sociais ao estereotipar o tipo de brinquedo com os quais os meninos e as meninas brincam quando pequenos”, salientou a docente de física experimental da Unidade de Cambridge.

“Devemos mudar a forma como vemos meninos e meninas e o que é bom para eles quando são pequenos. O tipo de brinquedo é importante? Acredito que sim”, afirmou Donald.

“Os jogos de meninas estão tipicamente relacionados com a passividade, como pentear uma boneca, por exemplo, e não com a construção, a imaginação ou a criatividade, como o Lego”, explicou.

Para ela, o tipo de brinquedo com que um menino ou uma menina brinca desde a infância contribui significativamente na construção de um entorno social que coloca as mulheres distantes de algumas profissões. Por isso, ressalta, é importante tomar cuidado com o tipo de influência que as brincadeiras passam.

“As organizações, como a Confederação da Indústria Britânica, falam constantemente de uma falta de estudantes qualificados em ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas. Porém, uma das maneiras de solucionar isso pode ser fazer com que metade da população não se sinta excluída”, defendeu.

Carla Machado

Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, onde trabalhou na produção de conteúdo interno e externo e no atendimento à imprensa, e em jornal, revista e site, nos quais foi repórter. No dia 22 de maio de 2014, recebeu o prêmio Paulo Octavio de Jornalismo, pela categoria Melhor Série de Reportagem, com a série #Brasíliaquerandar, do Jornal de Brasília.

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