Comissão Europeia faz apelo para distribuir refugiados

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, fez um apelo nesta quarta-feira (9) aos Estados da UE para que recebam 120 mil refugiados e sejam “corajosos” para passarem pela mais grave crise migratória em décadas na Europa.

“Os números são impressionantes”, afirmou Juncker, em discurso na Eurocâmara em Estrasburgo (leste da França), lembrando que aproximadamente 500 mil refugiados chegaram a países da UE desde o início do ano.

“É o momento de ações corajosas e determinadas para a UE”, afirmou, depois de pedir que o bloco receba 120 mil refugiados, além dos 40 mil já solicitados pela Comissão aos países.

O principal objetivo do apelo é ajudar Grécia, Itália e Hungria, países mais afetados pela chegada de migrantes.

A Alemanha, a França e a Espanha são os países com maior número de cotas na nova proposta da Comissão Europeia.

O apelo do presidente da Comissão acontece um dia após a distribuição da imagem de uma jornalista húngara chutando refugiados na chegada ao país.

A gravação, que chocou o mundo, mostra a repórter chutando refugiados sírios, entre eles uma criança. Petra László, jornalista da rede de TV N1, fez um homem, que segurava menino no colo, cair no chão quando chegavam à Hungria. Perseguidos pela polícia local, eles estavam correndo, tentando romper o cordão de segurança.

A jornalista foi demitida e a TV “reconheceu sua ação, embora não tenha dado explicações”. O vídeo foi publicado por meio da conta do jornalista alemão Stephan Richter, que estava no local. As primeiras reações nas redes sociais foram de total espanto com a atitude, no mínimo, desumana da repórter.

Jornalista não pede desculpas

Na manhã desta quarta-feira (9), a repórter reconheceu que fez os sírios tropeçarem, mas não quis explicar a atitude e tampouco pediu desculpas.

No Facebook, internautas criaram a página “Muro da vergonha Petra László”, que já tem mais de 15 mil “curtidas”. Nela, são publicadas matérias sobre o caso, desde os EUA até países árabes, em que os usuários repudiam o comportamento da repórter.

Centenas de opiniões tacham o caso em húngaro, inglês, árabe e português, entre outros idiomas, de “vergonhoso” e ressaltam que a jornalista representa o pior da humanidade.

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Carla Machado

Carla Machado

Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, onde trabalhou na produção de conteúdo interno e externo e no atendimento à imprensa, e em jornal, revista e site, nos quais foi repórter. No dia 22 de maio de 2014, recebeu o prêmio Paulo Octavio de Jornalismo, pela categoria Melhor Série de Reportagem, com a série #Brasíliaquerandar, do Jornal de Brasília.