Argentinos decidem quem será o sucessor de Cristina Kirchner

Neste domingo (25), os argentinos vão às urnas neste domingo para eleger o substituto da presidenta Cristina Kirchner. A argentina conclui seu segundo e último mandato em dezembro. No país, assim como no Brasil, o voto é obrigatório. Por isso, mais de 32 milhões de eleitores deverão comparecer às urnas.

O processo de eleição na Argentina começou no dia 09 de agosto. Na época, os eleitores decidiram os candidatos de cada aliança partidária à corrida presidencial. Se necessário, o segundo turno será feito no dia 22 de novembro.

Postulantes

Por enquanto, o favorito é o governista Daniel Scioli, de 58 anos, da Frente para a Vitória (FPV). Ele tem 38% das intenções de voto. O postulante foi vice-presidente de Néstor Kirchner, antes de ser eleito governador da província de Buenos Aires, a maior e mais rica da Argentina.

Para assegurar a vitória no primeiro turno, porém, Scioli precisa de 45% dos votos ou, no mínimo, 40%. Caso ele ganhe, apontam as pesquisas, será por uma margem muito estreita contra Mauricio Macri, de 56 anos, líder do Proposta Republicana (PRO). O argentino é o favorito da oposição.

Para o coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Luis Fernando Ayerbe, no entanto, Scioli não é o candidato que Cristina gostaria de ter ao seu lado. Para a presidente, ele não representa o kirchnerismo.

“É uma mútua conveniência. Para ele, porque precisa do apoio de Cristina e, para ela, porque Scioli é o único que se qualificou. Ele diz que vai dar continuidade aos programas e à política dos Kirchner, mas de fato tem uma postura mais pragmática e mais moderada com relação ao mercado”, aponta o historiador argentino.

Em terceiro nas pesquisas está o deputado da Frente Renovadora, Sergio Massa, de 44 anos, que integra o grupo Unidos por uma Nova Alternativa. “Massa foi chefe de gabinete da Cristina, é um peronista que rompeu com a Frente para a Vitória. Ele é dissidente do grupo da Cristina”, esclareceu Ayerbe.

Além do presidente, os argentinos escolherão também 130 deputados nacionais, 24 senadores e 43 parlamentares que representarão o país no Mercosul.

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Redação Brasil News

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