Câmara pode começar a tratar de impeachment de Dilma nesta semana

O processo de impeachment de Dilma Rousseff deve começar a ser tratado formalmente na Câmara esta semana. Os parlamentares de oposição começarão a apresentar requerimentos ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que ele se posicione acerca dos 13 pedidos de deposição, informa o jornal Folha de S. Paulo. Porém, o deputado já avisou que deve negar boa parte das ações exigindo o impeachment.

Em contrapartida, os defensores do impeachment devem apresentar recursos questionando uma das recusas do presidente da Casa. Desta forma, a ação precisaria ser submetida ao plenário. Se aprovado por maioria simples, o processo é deflagrado.

Os partidos PPS, Solidariedade, DEM e PSDB provavelmente provocarão Cunha com as chamadas questões de ordem. A partir delas, o presidente da Casa terá de detalhar a tramitação desses atos, assim como prazos para recursos e deputados autorizados a promovê-los.

Histórico

As denúncias contra Dilma começaram surgir na Câmara em Fevereiro. No entanto, por falhas em documentos, como falta de provas, em Julho, a cúpula da Casa, notificou os autores de alguns pedidos, pedindo que corrigissem as falhas.

“A oposição não quer adotar um caminho que seja questionado juridicamente”, afirmou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

Se o recurso contra Dilma for aprovado, Cunha teria de criar uma comissão especial com a participação de todos os 28 partidos com representação na Câmara.

Depois, a presidente seria notificada sobre o processo e teria dez sessões para defender-se. Cálculos internos apontam que um processo como este demoraria aproximadamente um mês de tramitação.

Carla Machado

Carla Machado

Jornalista com experiência em assessoria de imprensa, onde trabalhou na produção de conteúdo interno e externo e no atendimento à imprensa, e em jornal, revista e site, nos quais foi repórter. No dia 22 de maio de 2014, recebeu o prêmio Paulo Octavio de Jornalismo, pela categoria Melhor Série de Reportagem, com a série #Brasíliaquerandar, do Jornal de Brasília.

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