Mercadante é rechaçado até por sua própria corrente no PT, a CNB

Em meio aos últimos acertos da reforma administrativa anunciada pela presidente Dilma Rousseff, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, tenta permanecer no cargo apesar de ter sua interlocução política totalmente anulada: tanto pelo PMDB, sigla aliada, quanto pelos membros do seu próprio partido, que não apoiam mais seu nome.

No início desta semana, vale lembrar, a principal corrente do PT, CNB (Construindo um Novo Brasil) concluiu que a reforma ministerial prometida pela presidente Dilma Rousseff não trará mudanças efetivas caso o ministro Aloizio Mercadante permaneça na Casa Civil. Segundo um petista, “há proposta até para que Mercadante fique fora do Palácio. E até mesmo do governo”.

De acordo com interlocutores do governo, Mercadante tem “esperneado” para se manter ministro. No entanto, no novo esboço administrativo do governo, desenhado com ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está prevista a substituição de Mercadante por Ricardo Berzoini na Casa Civil. E mesmo às vésperas do anúncio, a hipótese não é descartada.
Conspiração
E parece que Mercadante tem dado motivos para que os petistas insistam em sua saída. Após a decisão da cúpula do governo de dar a pasta da Saúde ao PMDB, Mercadante teria telefone para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e insinuado que Berzoini teria sido o responsável pela articulação de sua queda.

O Ministério, agora, deverá ser entregue ao deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) – nome que agrada o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Redação Brasil News

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