Com Ministros, Dilma avalia que Eduardo Cunha pode iniciar impeachment

O movimento pelo impeachment pode ganhar fôlego a partir desta semana. A avaliação é da própria presidente Dilma Rousseff. Em reunião neste sábado (10), ela chegou a pedir a auxiliares que redobrem as forças para reaglutinar a base aliada no Congresso. Tudo isso por conta das novas denúncias contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Dilma temer um “comportamento desesperado” do peemedebista.

“Não há uma acusação frontal contra a presidente, mas Cunha pode se tornar uma fera ferida e aceitar um pedido de impeachment. O quadro é imprevisível”, afirmou um ministro que participou da reunião neste sábado (10).

Cunha está fragilizado

Na avaliação dos ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e José Eduardo Cardozo (Justiça), Cunha está fragilizado. Eles participaram da reunião com a presidente e acrescentaram ainda que se não houver um freio de arrumação nesse período e um sinal de que a governabilidade foi retomada, o ano estará perdido.

Um dos ministros presentes no encontro destacou também o fato de o presidente da Câmara estar sob fogo cruzado, vendo até mesmo o PSDB e demais partidos da oposição pedirem sua renúncia. Isso, em tese, poderia favorecer Dilma. No entanto, diante do cenário, o Palácio do Planalto não aposta todas as fichas nesta possibilidade.

Cunha já indicou que rejeitará, na terça-feira, o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. Por isso, agora, o governo sabe que precisa ter muita cautela.

A ordem é fazer acenos a Cunha, se reaproximar e reforçar laços com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Além disso, avaliam ministros, é importante também investir na Comissão Mista de Orçamento, para onde seguirá o relatório do TCU.

Dias Toffoli

Também na tentativa de reverter a situação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Antonio Dias Toffoli, deve ser procurado por emissários do Planalto. No dia 6, o TSE reabriu ação movida pelo PSDB, que pede a cassação dos mandatos de Dilma e do vice, Michel Temer. Toffoli, que já foi advogado do PT, vai indicar o relator do caso.

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Redação Brasil News

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