Confusão marca formação da comissão especial que analisará impeachment

O tumulto está marcando o processo de formação da comissão especial que analisará o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Vários deputados estão envolvidos na confusão. Um deles, inclusive, chegou a quebrar uma das cabines de votação, depois do anúncio do voto secreto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Informação essa que teria iniciado o embate no Plenário da Casa. Cunha, por outro lado, se mantém irredutível e assegura que a votação será encerrada nem que seja necessário estendê-la “até as 05 h da madrugada”. Até o momento, cerca de 180 deputados já votaram.

Entenda

A “chapa oficial” de candidatos para a comissão especial que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff tem 49 candidatos, de 20 diferentes partidos, explicou a Secretaria-Geral da Câmara. Esses deputados vão disputar com os indicados da “chapa alternativa”, lançada nesta terça pela oposição. Ao todo, deverão ser 65 parlamentares.

Os partidos que não tiverem indicações na chapa vencedora serão convocados a apresentar as indicações para ocupar as vagas. Em seguida, esses nomes serão votados. A votação segue sendo secreta.

Uma sessão extraordinária da Câmara havia sido marcada para a noite desta segunda (7) para eleger a comissão que irá analisar o processo, mas foi cancelada por conta de um impasse dentro das bancadas para definir os representantes e, principalmente, por conta da insatisfação de uma ala do PMDB com os nomes definidos pelo líder da sigla, deputado Leonardo Picciani (RJ).

Veja lista dos integrantes da chapa oficial à comissão do impeachment:

PT (8 vagas; 8 indicados)
Henrique Fontana (RS)
Arlindo Chinaglia (SP)
Sibá Machado (AC)
José Guimarães (CE)
Paulo Teixeira (SP)
Wadih Damous (RJ)
José Mentor (SP)
Vicente Cândido SP)

PMDB (8 vagas; 8 indicados)
Celso Maldaner (SC)
Leonardo Picciani (RJ)
Daniel Vilela (GO)
Hildo Rocha (MA)
João Arruda (PR)
José Priante (PA)
Rodrigo Pacheco (MG)
Washington Reis (RJ)

PP (4 vagas)
Eduardo da Fonte (PB)
Fernando Monteiro (PE)
Iracema Portella (PI)
Roberto Britto (BA)
PR (4 vagas; 4 indicados)
Maurício Quintella Lessa (AL)
Aelton Freitas (MG)
Marcio Alvino (SP)
Lúcio Vale (PA)

PSD (4 vagas; 3 indicados)
Irajá Abreu (TO)
Diego Andrade (MG)
Júlio César (PI)
Paulo Magalhães (BA)

PTB (3 vagas)
Cristiane Brasil (RJ)
Zeca Cavalcanti (PE)
Pedro Fernandes (MA)

PDT (2 vagas)
Afonso Motta (RS)
Dagoberto Nogueira Filho (MS)

PRB (2 vagas)
Jhonatan de Jesus (RR)
Vinicius Carvalho (SP)

PROS (2 vagas)
Gilvado Carimbão (AL)
Hugo Leal (RJ)

PC do B (1 vaga; 1 indicado)
Jandira Feghali (RJ)

PSDB (6 vagas)
Não indicou

PSB (4 vagas)
Não indicou

PSC (2 vagas; nenhum indicado)
Marco Feliciano (SP)- Indicação deverá ser anulada
Eduardo Bolsonaro (SP)- Indicação deverá ser anulada

SDD (2 vagas)
Não indicou

DEM (2 vagas)
Não indicou

PPS (1 vaga)
Não indicou

PSOL (1 vaga; 1 indicado)
Ivan Valente (RJ)

PV (1 vaga)
Sarney Filho (MA)

PMN (1 vaga)
Antônio Jacome (RN)

PTN (1 vaga)
Bacelar (BA)

Rede (1 vaga)
Alessandro Molon (RJ)

PHS (1 vaga)
Não indicou

PEN (1 vaga)
Júnior Marreca (MA)

PTC (1 vaga)
Uldurico Junior (BA)

PMB (1 vaga)
Valternir Pereira (MT)

PT do B (1 vaga)
Silvio Costa (PE)

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Redação Brasil News

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