Banco Central errou ao não abaixar juros, diz Paulo Skaf, presidente da FIESP

Brasil não tem tempo a perder para retomar crescimento, salientou Paulo Skaf em reunião com empresários 

Durante reunião com líderes de mais de uma centena de entidades da indústria, dos serviços, do comércio, e do agronegócio, o presidente da Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, criticou recente decisão do Banco Central sobre taxa de juros. Para Paulo Skaf, da Fiesp, o principal requisito para acelerar a retomada do crescimento são juros baixo. Nas suas duas últimas decisões, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Cental cortou a Selic em apenas 0,25 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano.

“Com juros mais baixos incentivando o consumo, aumenta a arrecadação do governo e as empresas ganham fôlego. É urgente a redução de juros, tanto Selic quanto do cartão de crédito e do cheque especial. O Banco Central errou em manter a taxa Selic neste nível absurdo”, disse Paulo Skaf.

Ainda no encontro com empresários na Fiesp, Paulo Skaf rebate a lógica adotada pelo Banco Central de manter juros altos para conter inflação. Ele lembrou que a inflação já está equacionada e caminha para meta:

“se o BC tivesse responsabilidade pelo emprego não falaria em necessidade de derrubar a inflação. Com a inflação rumando para 5%, a taxa Selic a 14% é muito alta”.

Paulo Skaf fez uma avaliação no cenário internacional no tocante à taxa de juros:

“A taxa de juros está altíssima, lembrou Skaf, num momento em que no mundo elas estão negativas”, salientou.

De acordo com pesquisa feita em seis modalidades pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), um dos principais meios de consumo, o cartão crédito continua nas alturas com uma taxa de 459,53% ao ano com alta de 0,26% acima da registrada em outubro último. Na rolagem da dívida, a taxa ao mês atingiu 15,43%.

Deixe um Comentario

Redação Brasil News

Redação Brasil News

Principais noticias politicas e economicas do Brasil, com analises de uma equipe de jornalistas e escritores independentes.