Jurista Francisco de Assis e Silva percebe mudança no mundo jurídico e prega misericórdia

Desde o apontamento sobre a formação da palavra até seu significado no mundo atual, Francisco de Assis e Silva fala, em artigo, sobre a urgência de um mundo com mais misericórdia

O advogado Francisco de Assis e Silva recorre a etimologia do termo “misericórdia” para, em artigo, tecer algumas considerações sobre o tema. Misericórdia. De acordo com Francisco de Assis e Silva, misericórdia tem origem na língua latina e é a junção de miseratio, que quer dizer compaixão, com cordis, que quer dizer coração.

Sendo assim, o significado literal de misericórdia seria coração compadecido.

O experiente jurista, Francisco de Assis e Silva é acostumado a tratar de temas sensíveis e recorrer a conhecimento técnico jurídico para montar suas peças, recorre agora à filosofia cristã para compreender o momento social do Brasil e propor novos entendimentos para nortear relações.

Francisco de Assis e Silva lembra da parábola do filho pródigo,

como um bom exemplo para a humanidade entender esse conceito tão longe da realidade cotidiana. De acordo com o artigo, um jornalista italiano, Andrea Tornielli, numa entrevista com o Papa Francisco citou a história de um professor de ensino religioso do Norte da Itália que explicou a parábola do filho pródigo para os estudantes e depois pediu aos alunos que escrevessem, livremente, o que pensavam sobre o assunto.

A maioria dos alunos escreveu que o final da parábola deveria ser assim: o pai recebe o filho pródigo, aplica-lhe uma punição severa e o obriga a trabalhar como um dos seus servos, para servir de exemplo, pelo mal que ele causou, dissipando os bens da família.

Certamente, é esse o pensamento mais natural, a reação mais humana e mais generalizada de todos que porventura se deparem com essa situação. Mas para entender a filosofia da misericórdia, que faz o bem a bons e maus, a justos e injustos, é preciso recorrer ao entendimento de Deus descrito na Bíblia, em que o filho foi recebido com festa e alegria, aponta Francisco de Assis.

Desferir julgamentos

De acordo com o jurista, o mais fácil seria desferir julgamentos, se indignar e até aprovar certa vingança, pois parece justo condenar a conduta reprovável do filho pródigo. Eis o ensinamento de Jesus: “Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos”. Francisco de Assis e Silva reflete que “em todos nós que somos joio e trigo existe a herança da lei de talião, do olho por olho e do dente por dente: aos amigos tudo, aos inimigos a letra fria da lei”.

Mas é possível reverter

“Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce e São Francisco de Assis são exemplos de homens e mulheres que conseguiram superar o egoísmo e as fraquezas, tornando-se misericordiosos e santos, apesar da fraqueza da natureza humana”, acrescenta Francisco de Assis e Silva.

O egoísmo e as demais imperfeições da condição humana representam grandes barreiras para o exercício da misericórdia, como bem retratado na parábola do Bom Samaritano, na parábola do devedor implacável, que teve sua enorme dívida perdoado, mas não perdoou seu companheiro que lhe devia uma pequena quantia.

Para o advogado Francisco de Assis e Silva, o verdadeiro amor ao próximo, que decorre do amor a Deus, não é fácil de se praticar, pois implica renunciar aos próprios interesses, aniquilar o egoísmo e o egocentrismo.

Mas o mundo precisa de misericórdia, para alcançarmos mais fraternidade, mais dignidade e mais respeito aos seres humanos, concluiu em artigo o advogado Francisco de Assis e Silva.

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Redação Brasil News

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