Homem é morto pela polícia após manter reféns por quase 4 horas em ônibus na ponte Rio-Niterói

Um homem foi morto pela Polícia Militar do Rio de Janeiro após sequestrar um ônibus executivo com mais de 30 passageiros nesta terça-feira (20), na ponte Rio-Niterói, por quase quatro horas. A ação parou o trânsito na principal ligação entre as duas cidades, informou a Polícia Militar.

O sequestrador foi atingido por atiradores de elite, que serão, agora, promovidos pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Eles estavam posicionados desde cedo perto do ônibus. Um porta-voz da PM disse que nenhum refém ficou ferido. Alguns reféns foram liberados durante as negociações.

Vale lembrar que o governador do estado tem defendido que a polícia dispare contra pessoas com fuzis e tem sido criticado —e rebatido as críticas— por organizações de defesa dos direitos humanos.
Em entrevista aos jornalistas no local, Witzel comemorou o resultado da ação, embora tenha reconhecido que não foi o melhor, já que o sequestrador foi morto.

“Primeiro eu quero agradecer a Deus por essa solução que, infelizmente, não era a melhor possível, o ideal é que todos saíssem com vida, mas nós tivemos que tomar a decisão de salvar os reféns. Primeira preocupação nossa é salvar os reféns, rapidamente solucionar o problema. O que nós assistimos foi um trabalho muito técnico da Polícia Militar. A todo tempo eu fiquei monitorando para fazer o meu trabalho como governador”, disse.

“Nós não queremos que ninguém morra, mas alguém que está numa situação como essa, a polícia vai agir com rigor e não vai ter leniência com quem coloca em risco a vida de outras pessoas.”
O governador aproveitou o caso do sequestro para voltar a defender que os policiais abatam pessoas que portam fuzis em comunidades, após críticas recentes por causa de casos em que inocentes foram mortos em ações policiais em favelas.

“Algumas pessoas às vezes não entendem o trabalho da polícia que, às vezes, tem que ser dessa forma. Se não tivesse abatido este criminoso, muitas vidas não seriam poupadas. Isso está acontecendo nas comunidades, eles estão de fuzil nas comunidades, aterrorizando as comunidades, isso é o que a gente viu”, disse.

“Se a polícia puder fazer o trabalho dela, de abater quem estiver de fuzil, tantas outras vítimas serão poupadas”, acrescentou.

Em Brasília, ao deixar o Palácio da Alvorada enquanto o sequestro ainda estava em andamento, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso de atiradores de elite em casos como o do sequestro na ponte Rio-Niterói.

Da Redação, com Agência Reuters

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Redação Brasil News

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