A parceria bem-sucedida entre São Paulo e Banco Inter ganha espaço no futebol brasileiro

O time do São Paulo comemora, em 2019, dois anos de parceria com o Banco Inter. O tipo de acordo entre os dois, que gira em torno dos R$ 20 milhões, foi um dos pioneiros no futebol nacional. A instituição financeira promove alguns benefícios aos torcedores do clube, que também lucra com isso. O sucesso do patrocínio fez com que outros times procurassem o mesmo estilo de contrato com empresas digitais.

As negociações entre o Banco Inter, que na época era chamado de Intermedium, e a equipe tricolor começaram no início de 2017. No entanto, o patrocínio só foi fechado em maio daquele ano, cerca de quatro meses depois. Um dos motivos da demora foi o modelo de contrato, que previa um valor de R$ 23 milhões anuais e a ajuda da empresa para assinar com alguns jogadores. Era uma parceria diferente e que foi costurada aos poucos.

Naquele ano, o banco também começou algumas campanhas de benefícios para os torcedores do São Paulo, inclusive com um cartão exclusivo para quem quisesse. A ideia era fortalecer essa parceria, algo que deu certo e continua firme até hoje. Segundo o próprio banco, cerca de 150 mil unidades de cartões exclusivos já foram feitos para os tricolores até agora. Um número que só melhora o relacionamento entre os dois.

A equipe paulista pode ser considerada uma pioneira no Brasil. Ao assinar contrato com o Banco Inter, a diretoria mostrou que o caminho dos patrocinadores no futebol seria com empresas digitais. Isso é algo que já acontece no futebol europeu, onde alguns grandes clubes, como Juventus e Barcelona, possuem acordos com portais de apostas esportivas online, por exemplo. Em 2019, alguns outros clubes brasileiros seguiram o São Paulo.

Banco BMG e BS2

Com a saída da Caixa Econômica Federal do futebol, diferentes times tiveram que buscar por novos patrocinadores. A saída foi copiar a ideia do São Paulo e buscar acordos com bancos digitais e outras empresas da internet. O Banco BMG foi quem mais conseguiu espaço, fechando contratos de patrocínios com Corinthians, Atlético Mineiro e Vasco. A instituição gastou cerca de R$ 60 milhões para assinar com os três, um valor considerado razoável.

Assim como na parceria entre São Paulo e Banco Inter, esses acordos preveem participação no lucro de campanhas especiais. Por exemplo, os torcedores do Corinthians podem abrir uma conta utilizando o Meu Corinthians BMG. A equipe paulista terá direito a 50% do lucro que essas contas vão gerar para o banco. É um acordo diferente e que será colocado à prova nos próximos meses.

Outros bancos e contratos acabaram surgindo entre os grandes clubes do Brasil. O Banco BS2, antigo Bonsucesso, entrou no futebol ao conseguir um acordo de R$ 15 milhões com o Flamengo. A mesma história se repetiu com o Cruzeiro, ao fechar parceria com o Digi+, a iniciativa virtual do Banco Renner. Assim, o futebol brasileiro começa a achar lucro e espaço com os bancos digitais, algo que o São Paulo conseguiu ver em 2017 com o bem-sucedido Banco Inter.

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Redação Brasil News

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