Janot quer investigar Cunha por suspeita de corrupção

Na última sexta-feira (29), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot pediu a abertura de um novo inquérito contra o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ligado à estatal de energia Furnas.

Agora, somam seis o número de inquéritos contr02a o peemedebista, que já é réu no Supremo em ação penal no qual é acusado de receber propina de US$ 5 milhões na contratação de dois navios-sonda da Petrobras.

O atual pedido de Janot foi realizado com base na colaboração premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que está na mesma petição em que é pedida a abertura de investigação contra o presidente do PSDB e líder da oposição, senador Aécio Neves.

“Tudo leva a crer que se tratava de eesquemas independentes entre si, inclusive operados por pessoas distintas”, aponta o procurador-geral da República no pedido.

Furnas na delação

Em depoimento, Delcídio do Amaral falou sobre a ligação da atual diretoria de Furnas a Cunha e a relação do parlamentar com o operador financeiro Lúcio Funaro. O pedido de abertura de inquérito aponta que o presidente da Câmara foi o responsável por alterar a legislação do setor energético, em 2007 e 2008, para favorecer seus interesses e de Funaro, com a relatoria de medidas provisórias (396/2007 e 450/2008) que beneficiariam a empresa Serra da Carioca II.

De acordo com a petição, a atuação de Cunha deu aval para que Furnas comprasse, em 2008, as ações da Serra da Carioca II, que era sócia da estatal, em um consórcio para construção da Usina Hidrelétrica Serra do Facão, em Goiás.

“Realmente Eduardo Cunha atuou e tinha poder para que Furnas concedesse privilégios à empresa de Funaro”, destaca Janot.

O procurador-geral da República sustenta ainda que os fatos a serem apurados contra Eduardo Cunha são conexos aos investigados nos outros dois inquéritos contra o parlamentar envolvendo a Petrobras. “Sabemos que a organização criminosa é complexa e que, tudo indica, operou muitos anos e por meio de variados esquemas estabelecidos dentro da Petrobras e da própria Câmara dos Deputados, entre outros órgãos públicos”, salienta.

Afastamento de Cunha

O último pedido de abertura de inquérito lembra o pedido de afastamento de Cunha do seu mandato deputado e, como consequência, da presidência da Câmara, feito em dezembro de 2015 ao STF.

Segundo Janot, o peemedebista vem utilizando-se do seu cargo para interesse próprio e fins ilícitos.

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Redação Brasil News

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