Para evitar derrota no Congresso governo negocia tabela do IR

O governo federal, através do ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, deu sinais de que o governo federal admite renegociar a alíquota de correção da tabela do Imposto de Renda para o período 2016/2015, depois que a presidente Dilma vetou o projeto de lei do Congresso que fixava a alíquota em 6,5%. Dentro do Congresso Nacional há uma tendência firme, mesmo entre integrantes da base aliada, no sentido de cassar o veto da presidente da República e o único jeito de evitar uma derrota, na interpretação de líderes peemedebistas, é o governo fazer uma contraproposta. A sessão do Congresso Nacional para exame do veto será dia 11, quarta-feira, às 11 horas.

Essa contraproposta do governo deve ser encaminhada pelo Governo nesta data, dia 10, ao Congresso Nacional para que os parlamentares tenham tempo de examinar e incluí-la na pauta. As duas opções para negociar com o Congresso e evitar a derrubada do veto seria fixar o índice de correção por faixas de renda. Os contribuintes com rendas mais baixas teriam reajuste de 6,5% e os de renda mais alta em 4,5%. A outra opção em estudo é estabelecer uma alíquota única entre 5% ou 5,5%. Com uma correção única de 6,5%, defendida pela equipe pelos parlamentares, o governo alega que terá uma perda de R$ 7 bilhões na arrecadação.

A manifestação de negociar repercutiu bem no Congresso e os líderes da base aliada aguardam a proposta do governo, mas a equipe econômica até a noite de segunda-feira, dia 9, ainda não havia chegado a um consenso sobre a melhor alternativa a ser encaminhada ao Congresso. A equipe do ministro da Fazenda, Fernando Levy, busca uma alíquota de correção que possa comprometer as metas do ajuste fiscal. “Vamos trabalhar na construção de alternativa para a correção da tabela do Imposto de Renda”, disse o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas. O líder do PT na Câmara, Sibá Machado, parantiu: “Ela vai ser uma proposta boa”.

Segundo o líder do PDT no Senado, Acir Gurgacz (RO), “é preciso ter uma alternativa viável porque, senão, fica difícil não defender a derrubada do veto”, disse. De acordo com o senador, que participou de uma reunião no Planalto, entre a presidente Dilma e vários líderes da base aliada, a presidente prometeu apresentar a eles, ainda nesta manhã, uma nova proposta relativa à correção da tabela.

 

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