Mesmo com impeachment, economia do país não deve melhorar

Com a possibilidade de desfecho de mais uma etapa da crise política, se aprovado o impeachment, as três maiores agências de risco do mundo, Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s, apontaram à BBC Brasil que dificuldades amargadas pela economia brasileira não devem melhorar tanto caso a presidente Dilma Rousseff deixe seu cargo. Para as agências, as perspectivas são negativas até, no mínimo, 2018.

Com índice de desemprego em 9,5% no trimestre encerrado em janeiro (ante 6,8% no mesmo período no ano anterior), e contração do PIB em 3,8% em 2015, a maior retração registrada desde 1996 (em dados do IBGE), o cenário econômico do país deve permanecer negativo, na visão dos analistas, independente da continuidade ou não do processo de impeachment.

Segundo os executivos das agências de risco, há uma clara preferência dos mercados pela saída de Dilma. Porém, salientam, há importantes complicadores em um possível governo Temer que não estão sendo contabilizados.

O papel do PT como oposição é um dos complicadores, com grande chance de protestos e paralisações sindicais, a difícil governabilidade num país polarizado e com a grande volatilidade no Congresso.

Na visão dos analistas, é crucial que o país empreenda reformas, sobretudo fiscais, para sanar o déficit e retomar as chances de crescimento. Caso tais dificuldades não sejam sanadas, apontam, o risco é de manutenção da crise econômica no mínimo pelos próximos dois anos.

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Redação Brasil News

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