Grã-Bretanha aprovou primeiros transplantes de útero de doadoras mortas

Pesquisadores do Reino Unido anunciaram os primeiros transplantes de útero com doadoras com morte cerebral. A princípio, serão 10 mulheres que irão se submeter ao procedimento no primeiro trimestre de 2016, assim que a Imperial College de Londres considerar que não há problemas éticos.

O primeiro transplante de útero realizado com sucesso aconteceu o ano passado, na Suécia, e permitiu que uma mulher de 36 anos desse a luz à um menino. Já países como Arábia Saudita e Turquia, não obtiveram sucesso no tratamento, os partos não foram bem sucedidos.

Na Grã-Bretanha, a equipe de cirurgiões será dirigida pelo ginecologista e consultor no Hospital Queen Charlotte e Chelsea de Londres

“Há um desejo inato entre muitas mulheres de gerar seu próprio bebê e este procedimento tem, potencialmente, a capacidade para satisfazer este desejo”, disse Smith à rádio BBC.

Segundo dados 5.000 mulheres nasce sem útero, e outras perdem o orgão devido a alguma doença congênita ou câncer.

Procedimento

As pacientes para terem acesso ao tratamento devem ter menos de 38 anos, ser saudáveis e ter uma relação estável.

Os úteros devem proceder de doadoras com morte cerebral, cujo coração segue batendo. A receptora só irá receber a implantação do embrião (técnica de fertilização in vitro) após um ano da cirurgia. Nesse período, como também no período de gravidez, terá de fazer uso de imunossupressor para evitar a rejeição do órgão transplantado.

Para que a mulher não tome imunossupressor o resto da vida, eles pensam em remover o útero assim que o mesmo não seja mais necessário.

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Redação Brasil News

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