Hugo Motta (PMDB-PB) será o presidente da CPI da Petrobras

O deputado Hugo Motta (PMDB-PB) foi indicado pelo líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “A escolha se deu pelo seu histórico e por presidir no mandato passado, com muita altivez e competência, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, o que o credencia para conduzir com muito vigor as investigações sobre os escândalos da Petrobras”, disse Picciani.
Hugo Motta garantiu que está preparado para o cargo, e prometeu atuar com isenção e imparcialidade.“Existem fatos que levam esta comissão a investigar muito mais que a CPMI da Petrobras, que funcionou no ano passado. Tenho expectativa muito grande com as investigações dos fatos. Vamos fazer um trabalho sério, com isenção e autonomia. Não vamos aceitar pressão, nem do governo nem da oposição”, disse Motta.
De acordo com o futuro presidente, a CPI vai investigar o que for necessário, e salientou que não se pode “embolar o meio de campo” e prejudicar as investigações. “Vamos acatar o que for melhor para as investigações. Não tenho problema com as pressões”, enfatizou.
O deputado Hugo Motta disse que defende que todas as pessoas envolvidas nas denúncias compareçam à CPI para prestar as informações necessárias às investigações. “O Brasil quer que essa CPI não erre”, argumentou.

Para Picciani, Motta irá conduzir com vigor as investigações da CPI sobre a corrupção nos contratos da Petrobras. Leonardo Picciani garantiu que as investigações irão a fundo.
“Trata-se de uma resposta à sociedade para que se faça as investigações e também há desejo do Parlamento de investigar e apurar as denúncias para que os culpados sejam punidos”, disse o líder do PMDB da Câmara.
O primeiro convite do líder foi feito ao deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que recusou a indicação para o cargo.

O Estadão desta terça-feira (24) trouxe pequena entrevista com Hugo Motta

Três perguntas para Hugo Motta

O senhor acredita que esta CPI da Petrobrás será diferente da anterior que acabou sem avanços?
Essa CPI tende a ter mais instrumentos e fatos que façam com que ela tenha um desfecho diferente da outra. Falando por mim, à frente da presidência haverá um presidente que irá fazer de tudo que estiver ao alcance para que essa apuração seja feita e que os fatos sejam elucidados.

O senhor vai tratar sobre um futuro pedido de inquérito por parte do Procurador-geral da República contra deputados envolvidos em desvios na Petrobrás?
Vamos esperar primeiro sair essa lista. Mas vou cumprir o regimento e aquilo que tem que ser feito. Temos que ter a maior isenção sem permitir a interferência de quem quer que seja. Até porque não pedi para ser presidente, fui chamado para ser presidente. E é nessa condição que eu vou, de ter a autonomia para decidir sobre essas situações.

O senhor defende que a investigação se estenda ao período do ex-presidente Fernando Henrique?
Tem que ver primeiro que a CPI tem um fato, um motivo para ela ser criada… mas entendo que se fatos levarem a necessidade de uma investigação, acho que tem que ser respeitado. Também não adianta estender para trás a investigação com intuito de que ela não ande. Isso não dá para admitir.

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Redação Brasil News

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