Judiciário cria campanhas e ações para combater a disseminação de notícias falsas

Os boatos sempre fizeram parte da vida social, mas nos últimos tempos, as notícias falsas se popularizaram e passaram a ser chamadas de fake news. Se as informações falsas já são lesivas à convivência em sociedade, quando utilizadas em áreas sensíveis como a Medicina, a Política e o Direito, tem o potencial de gerar enorme confusão e prejudicar gravemente a imagem e reputação das pessoas. O tema possui tanta importância que o Poder Judiciário iniciou uma campanha para o esclarecimento do cidadão.

A campanha #FakeNewsNão é conduzida pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ e tem a parceria do Supremo Tribunal Federal – STF, de tribunais superiores e de associações de magistrados, e busca combater e alertar sobre o perigo de disseminar notícias falsas no ambiente digital. As peças publicitárias criadas para a campanha serão veiculadas nas mídias sociais do Supremo, na Rádio Justiça, na TV Justiça, além das redes sociais do Superior Tribunal de Justiça – STJ, do Tribunal Superior do Trabalho – TST, do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, do Superior Tribunal Militar – STM e de outros órgãos parceiros. Apenas no primeiro dia de campanha, foram registradas 2.111.832 impressões de #FakeNewsNão, ou seja, a quantidade de vezes a hashtag foi vista pelos usuários do Twitter.

O tema é tão relevante que o CNJ realizou um encontro para orientar os magistrados sobre a utilização das ferramentas virtuais. Durante o evento Os Juízes e as Mídias Sociais, o tema foi abordado por Flávio Pansieri, diretor da Escola Judiciária Eleitoral do TSE. “As fake news sempre existiram. O que mudou agora com as redes sociais é a sua capilaridade e rapidez de disseminação”, explicou. O especialista ressaltou que, para os magistrados, é muito importante checar a informação antes de fazer qualquer ação.

Seminário no TSE

Outro seminário abordará o tema e será conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE, com o apoio da União Europeia, nos dias 16 e 17 de maio. O evento reunirá alguns dos maiores especialistas no tema para debater estratégias de combate à proliferação de notícias falsas no processo eleitoral. O Seminário Internacional Fake News e Eleições será realizado no Auditório I do edifício-sede do Tribunal, em Brasília.

O evento contará com a participação de dirigentes do Facebook, Google, Twitter e WhatsApp e de especialistas do FBI – Departamento Federal de Investigação dos EUA, da Polícia Federal, da Organização dos Estados Americanos – OEA e do Poder Judiciário, além de representantes da imprensa, de universidades e de institutos de checagem nacionais e internacionais, entre outros convidados.

O seminário será dividido em cinco painéis, que discutirão diferentes aspectos relacionados à temática central do evento: Mídias sociais no cenário eleitoral; Ferramentas de enfrentamento às fake News; Liberdade de expressão versus crime contra a honra; Eleições e fake news no mundo; Lei eleitoral e os limites da propaganda.

De acordo com o advogado Matheus Brandão, do escritório Jacoby Fernandes & Reolon Advogados Associados, as notícias falsas não escaparam do acompanhamento pelo Poder Judiciário. Na avaliação do advogado, esse movimento é positivo e necessário, pois as fake news impactam negativamente na vida de qualquer pessoa, que eventualmente pode ir à Justiça para recorrer de alguma situação.

A melhor forma de combater as fake news é com informação de qualidade e educação da população. A checagem da informação deve ser uma tarefa constante no contato com as redes sociais. E isso não deve ser uma obrigação apenas de formadores de opinião, mas, sim, de todos os usuários. Confundir informação com conhecimento pode ser um caminho nocivo para o desenvolvimento pessoal e profissional”, destaca Matheus Brandão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redação Brasil News

Redação Brasil News

Principais noticias politicas e economicas do Brasil, com analises de uma equipe de jornalistas e escritores independentes.